23 Maio, 2006

Não interessa se o pato é macho...

Matéria veiculada recentemente pela revista Imprensa, trouxe à tona a eterna discussão sobre quem deve ser responsável pela área de comunicação nas empresas: jornalistas, publicitários, marketeiros ou relações públicas?

No mundo corporativo moderno, onde as empresas passam a perceber cada vez mais a importância da comunicação como ferramenta estratégica para a consecução dos objetivos de seu negócio, o que se procura é um profissional multidisciplinar, dinâmico, com experiência na área, dotado de visão estratégica e, sobretudo, de visão de negócios.

Infelizmente, o gestor da comunicação para atuar nas empresas está muito longe de ser formado nas universidades, principalmente, nos cursos de comunicação, onde as bases sobre gestão e visão de negócios ainda são pouco discutidas.

O gestor da comunicação empresarial tem que ser mais um homem de negócios do que de comunicação. Tem que saber responder sobre retorno do investimento e ter uma forte orientação para resultados. Ter uma boa dose de conhecimentos de estratégia, finanças e administração, devendo possuir um raciocínio analítico consistente para diagnosticar situações e identificar oportunidades.

Tenho dito e repetido que o gestor da comunicação deve entender de negócio, principalmente do negócio da empresa em que trabalha. Só assim poderá colocar as estratégias de comunicação e relacionamento à serviço desse negócio. É isto que vai interessar realmente à empresa contratante: um profissional capaz de gerar valor para o negócio através da comunicação e relacionamento com os públicos estratégicos.
Se esse profissional, com perfil para ser gestor da comunicação empresarial integrada, é formado em Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade, Marketing, Veterinária, Farmácia ou qualquer outra coisa, pouco importa.

Em síntese, no competitivo mundo empresarial, ao empresário, ou à empresa contratante, não interessa se o pato é macho. Interessa saber se este pato, mesmo sendo macho, está preparado para botar ovo.